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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

CEFALEIAS

As cefaleias demoram quanto à localização, às próprias características da dor, às condições em que se apresentam os sintomas associados e à forma de evolução.




As cefaleias podem ser primárias (quando a cefaleia é a patologia, isto é, a própria doença) ou secundárias, quando a cefaleia é consequência de um traumatismo craniano, um tumor, infecções...


A cefaleia pode ser classificada como intracraniana ou extracraniana dependendo da área onde inicialmente se instala. A dor intracraniana geralmente os sintomas são distúrbios da visão, tonturas, dificuldades de audição, alterações na personalidade e problemas relacionados com a memória.


Estes casos, embora menos comuns, requerem cuidados médicos imediatos, porque podem estar associados a causas graves, como um tumor, abcesso, hematoma ou infecção.

A dor extracraniana é mais frequente e tem uma etiologia diversa. As principais cefaleias primárias são: enxaqueca, cefaleia de tensão e cefaleia em salvas. As principais cefaleias secundárias são as cefaleias variadas que não são associadas a lesões estruturais.



De seguida vamos referir as cefaleias mais frequentes.



Cefaleias tipo tensão



São provocadas por um estado de stress, de ansiedade ou por um estado depressivo. A dor é geralmente mal definida, como que um aperto, pressão ou peso, bilateral, localizada geralmente na base do crânio, leve a moderada, não agravada pelo esforço físico. Contudo, estas cefaleias são de difícil diagnóstico, pois variam de individuo para individuo. Trata-se de uma cefaleia primária mais frequente que a enxaqueca.




Cefaleias em salvas



Não se conhece claramente a causa. Localiza-se num lado da cabeça, nas regiões orbitária, supra-orbitária e/ou temporal. Apresenta-se como uma crise de dor intensa, acompanhada de lacrimação, secreção nasal, eritema (avermelhamento) e transpiração da metade da cara. Surge sobretudo no sexo masculino.




Cefaleias não associadas a lesões estruturais



Uma infecção, quer seja uma simples constipação ou uma forte gripe, desencadeia dores de cabeça acompanhadas de febre mais ou menos elevada e, por vezes, de insónias, vertigens ou corrimentos nasais. Uma afecção a nível dos dentes, orelhas, olhos e sobretudo dos seios nasais provoca uma cefaleia caracterizada por uma dor local intensa, que varia devido à posição da cabeça.


A dor de cabeça provocada pela sinusite tem uma localização exclusivamente frontal e em redor dos olhos. Os sintomas que a acompanham são o corrimento nasal (rinorreia), a congestão nasal e a sensação de pressão nos seios nasais.


Mas a dor em redor dos olhos (dor retro-orbital) pode ser devida a problemas de visão, como a dificuldade de focagem dos objectos ao perto ou ao longe. Se durar, aconselha-se uma consulta de oftalmologia. De igual modo, a dor persistente na face ou mandíbulas pode estar relacionada com problemas dentários ou ópticos.


Uma hipertensão arterial também pode originar cefaleias. Surgem de modo quotidiano e quase sempre de manhã. A dor localiza-se ao nível da nuca e à volta do crânio, acompanha-se geralmente de fadiga, perturbações visuais e hemorragias nasais.




Cefaleias associadas a lesões estruturais




Determinadas intoxicações provocam igualmente cefaleias: o monóxido de carbono proveniente de um aparelho de aquecimento defeituoso, o fumo, bem como o álcool etílico, após ingestão de um excesso de bebidas alcoólicas. As cefaleias de origem cervical são caracterizadas por uma dor súbita, unilateral, após um movimento excessivo da cabeça.


A principal causa da cervicalgia é a artrose, mas as lesões da zona intermédia entre as vértebras e o crânio também podem originar dores de cabeça. Nas cefaleias de origem vascular, a dor é breve. A má circulação sanguínea provoca um eritema facial (contrariamente, enxaqueca o rosto torna-se pálido).





Maria Macedo e Teresa Pinheiro



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